sexta-feira, 14, junho, 2024
spot_img

Exposição sobre Budapeste conta parte da história da Hungria

Brasília, 23 de setembro de 2022
Por Claudia Godoy

O embaixador da Hungria, Zoltan Szentgyörgyi, e a jornalista e fotógrafa Claudia Godoy, autora da exposição “Budapeste: um olhar brasileiro”, durante a abertura da mostra fotográfica, em Brasília.

A exposição “Budapeste, um olhar brasileiro”, inaugurada no último dia 15, na Biblioteca Nacional de Brasília, apresenta uma seleção de 23 fotos que conta uma parte da história da Hungria. “Se falo de cultura, não posso deixar de falar da história da Hungria. Se vocês visitarem Budapeste, vão encontrar monumentos e pontos turísticos ligados a essa história”, disse o embaixador da Hungria, Zoltan Szentgyörgyi, durante a abertura da mostra fotográfica.

“A Hungria sempre esteve entre dois mundos, o leste e o oeste”, afirnou o diplomata, lembrando que a história de ocupação da Hungria por tártaros, mongóis, e otomanos, no século XVI, foi complicada. “Os otomanos ficaram na Hungria durante 150 anos. Hoje, ao visitar os banhos, vocês podem encontrar vestígios desse momento em Budapeste”, explicou Szentgyörgyi.

O diplomata contou também que no século XIX, em Budapeste, ocorreu a luta pela independência, entre 1848/1849. “Começamos a utilizar a língua húngara ao invés da alemã que foi a língua oficial na Hungria até 1844. “, disse ele. “Nesta época foi executado o nosso primeiro primeiro-ministro, Lajos Batthyány”, afirnou o embaixador húngaro, acrescentando que esta era a profissão mais perigosa naquela época na Hungria.

A Avenida Andrassy, o Champs Elysees da Hungria, está presente na exposição e recebeu a atenção do embaixador. Rodeada por casas e palácios neorrenascentistas ecléticos, a avenida tem a função de unir a Vörösmarty tér (Praça Vörösmarty) com o Városliget (Parque da Cidade de Budapeste). A avenida foi incluída Patrimônio Mundial da UNESCO, em 2002.

A lembrança do holocausto judeu também é tema da exposição “Budapeste, um olhar brasileiro “, com fotografia do monumento dos sapatos na beira do rio Danúbio. “Temos orgulho porque ainda temos uma grande comunidade judaica hoje em dia. Nossa sinagoga é uma das mais bonitas do mundo”, declarou Szentgyörgyi. Ele mencionou, ainda, o Castelo de Buda e o jogador de futebol húngaro, Ferenc Puskás, além do professor húngaro Ernő Rubik inventor do cubo mágico, em 1974.

spot_img

Últimas publicações